A coluna do Pôncio – 09.05.2018

Mar Azul


Obrigado Sérgio

Obrigado Sérgio Conceição. Obrigado Mister.
Pelo título de Campeão Nacional que nos devolveu.
Pela recuperação dos valores que tínhamos esquecido:

Amor ao clube, Sérgio tem.
Liderança, foi constante ao longo da época e com vários exemplos.
Mística, Sérgio participou dela anos a fio.
Vontade de vencer, a filosofia de vida de Sérgio Conceição.
Sérgio Conceição teve o mérito de saber ao que vinha “Para ensinar e não para aprender”.
Ensinou que não há jogadores maus ou pés de chumbo.
Há e houve jogadores sub-aproveitados e/ou aproveitados para interesses “empresariais”.
Marega será o expoente máximo do fraco aproveitamento, mas Ricardo Pereira, Aboubakar, Reyes, e Sérgio Oliveira, são outros bons exemplos.
Ressuscitou Marcano, há um ano queriam-no na lista de dispensas, agora choram pela sua renovação.
Recuperou Brahimi, moldando-lhe defeitos e exponenciando as suas qualidades ao serviço do colectivo.
Herrera, passou de “patinho feio” ao mais bonito Cisne do bailado musicado por Tchaikovsky.
O resto, tácticas, bi-tácticas, sistemas, modelos de jogo, ficam para apreciação dos “intelectuais” da bola, que se dedicam ao seu estudo, escrevendo sobre esses conceitos, fazendo alarde de domínio de uma “ciência” que julgam oculta.
As vicissitudes e os altos e baixos de uma época? Depois do título conquistado, não faltaram “experts” na matéria que explicaram, sentiram e sabiam o que Sérgio Conceição fez e fazia a cada momento.
Mesmo que, alguns deles, tivessem zurzido no mister depois das derrotas de Paços e Belém.
Razão tinha Cruyff: “Jogar futebol é muito simples, difícil é jogar um futebol simples.”

A frase é: Não Esmorecer

Não te esqueças dos teus opressores. Podem entrar em letargia, mas cobardes como são, espreitam o momento de atacar pela calada.
Desilude-te. Os corruptores têm a máquina montada, conseguimos avariar-lhes, momentaneamente, a engrenagem, mas se não estás atento, eles regressam ainda com mais força.
O #polvo não está morto, nem moribundo, apesar das pauladas que levou, o poder induzir. Segundo os conselhos culinários, o #polvo fica mais tenro, se for bem batido.
Foi bem batido, mas não chegou a levar o golpe de misericórdia, porque os apoios são muitos, variados e de todos os quadrantes.
O que foi feito e denunciado, foi meio caminho andado. O meio caminho em que os denunciamos, em que pusemos a nu as suas maquinações, o seu tráfico de influência, consubstanciado, para os que quiserem ver, nas mais evidentes provas que a correspondência, trocada entre quem se julgava resguardado de todas as atrocidades, demonstra à saciedade.
Falta o outro meio caminho, o mais difícil, porque agora estão atentos, precavidos e prontos a medir forças com quem os denunciou.
Se alguns “denunciados” foram abandonados, outros estão no limbo, no escuro da noite para formar outros “artistas” para continuarem a governar na sombra. A máquina é poderosa e contra-ataca com contundência, tal o exército de “legionários” á sua disposição.
O gabinete de crise, desesperado, procura meios para “acudir” aos rombos, jogando com processos em tribunal, denúncias anónimas, perseguição e tentativa de limitação de liberdades e garantias que os cidadãos possuem pela Constituição Portuguesa.
Tudo é válido hoje, como o foi no passado.
Prova disso, as palavras do presidente bi-arguido, acusado de corrupção activa e passiva e já condenado em tribunal por roubo, no final do jogo de Alvalade, denominando o derby como “jogo sujo” e apelidando o campeonato perdido de “sujo”.
Vindo de quem vem, com todo o historial recente, das duas uma: ou vê a areia a fugir-lhe por entre os dedos, ou é mesmo inimputavel.
Por isso, estejamos atentos, pois como escrevia um portista numa rede social: “Os oprimidos nunca esquecem o opressor, nem quando festejam a liberdade. Chama-se fazer perdurar a memória, para que não volte a acontecer.

Denúncias anónimas

A praga das denúncias anónimas pegou com alguma boa ventura no final do campeonato, quando as coisas começaram a apertar, quando se presumia que os elos não estavam tão ligados e a obediência dos “alinhados”, não era tão evidente.
Só que o “empurrar com a barriga para a frente” tem os seus contras e para quem quiser entender que os actos de desespero, podem contribuir para que o outro lado veja as coisas mais claramente.
Ontem, na Faculdade de Desporto do Porto, decorreu a Cimeira Internacional de especialistas sobre Apostas Desportivas, Integridade e Madia, que entre outras coisas trouxe declarações importantes por parte do coordenador da investigação criminal da Polícia Judiciária, Luis Ribeiro.
Desde logo a declaração sobre o caso “Jogo Duplo” que na sua visão “é apenas a ponta do iceberg” e que o processo indicia que “todos os arguidos vão ser condenados”.
Mas o mais importante saiu na análise das denúncias anónimas que marcaram o final da época futebolística e que culminou com o propósito de “alguns clubes utilizarem a justiça como arma de arremesso… tentando usar a justiça para criar um clima de suspeição sobre a equipa A ou B, para condicionar esses jogos”.
Em suma, o que os “cartilhados” andaram a fazer, foi descoberto, porque deixaram o gato com o rabo de fora, sendo que as denúncias careciam de substantividade para serem levadas a sério.
Por isso elas foram ou serão enviadas para o caixote do lixo, pois como explicou Luis Ribeiro as denúncias “têm de ter algo de concreto, para haver a possibilidade de serem investigadas. Na maior parte das situações dizia-se apenas que determinado jogador é corrupto. Quando se parte para uma denúncia deste género, tem de se dizer mais do que isso. Tem de se dizer que o jogador X foi corrompido pela pessoa Y, a forma como aconteceu e o local.
Pelas palavras do coordenador da PJ, a “moda” poderia ter pegado porque “houve uma investigação que começou precisamente numa denúncia anónima, que chegou à Policia Judiciária, que deu origem à detenção de elementos ligados ao Benfica”.
Conclusão: a César o que é de César, denúncias sim, mas bem elaboradas, com provas concretas e não umas tentativas desesperadas de virar o foco dos acontecimentos.
O Verão promete ser quente e bem quente.

“Rambo” Dias apanhado

Finalmente, “Rambo” Dias, viu chegar ao fim a sua impunidade perante agressões sem fim, perpetradas nos estados de futebol.
Carlos Xistra não viu a agressão em campo, mas perante tantas repetições o “mirone” de serviço na Cidade do Futebol, Hugo Miguel, fez vista grossa à evidente agressão, cotovelada, sobre Gelson.
Parece que ao não serem ouvidos perante os factos, que redundaram num castigo de dois jogos para o “lutador de MMA”, ficaram indignados, mas que iam dizer na inquirição? O mesmo que disse Vasco Santos na agressão de Elisau a Diogo Viana?
O historial de Rúben Dias é eloquente e fala por si, ajudando também a ser entendido o “resguardo” que se dá aos jogadores encarnados, como são exemplo as “absolvições” para Elseu, Samaris, Pizzi, etc.
O central encarnado tem no seu currículo, enquanto jogador sénior:
2015/16 – 2235 minutos com 8 amarelos e dois vermelhos
2016/17 – 2520 minutos com 12 amarelos
2017/18 – 2060 minutos e 4 amarelos.

Para melhor informação as duas primeiras épocas foram na equipa B e esta última na Primeira Liga.
Tirem as vossas conclusões.

Remédio para a Azia?

Poderia enumerar aqui, com exemplos, o que foi dito, escrito e dito pelos “cartilhados do Janela” (ao que parece com nova “janela” no apoio), durante a competição da equipa do FC Porto, do seu treinador e dos jogadores.
Seria perder tempo com todos eles, porque todos sabemos que a dor que lhes dói e onde dói, é refresco para nós.
Têm avenças, têm contratos de “fidelidade” e são fiéis ao dono.
Admirados? Não devem estar.
Os email’s não mentem, nem vão mentir.


Um abraço do
Bernardino Barros

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