A coluna do Pôncio – 24.01.2018

Atirar areia para os olhos

O Ilusionismo é uma arte de prestidigitação e sagazmente usada pelos mágicos.
Alguns órgãos de Comunicação Social usam esta arte ocultando, com pormenores irrelevantes, o que é o verdadeiro foco da notícia, levando o leitor, ouvinte ou espectador, a ligar ao Acessório e não ao que deveria ser o Essencial.
Foi e assim continua a ser, com o “caso dos e-mails”: não existem, são roubados e/ou são truncados para, passo a passo, face às evidências e confirmações, chegarem à conclusão de que… “sim, existem, mas…”.
Essa “Arte” (de escolher o Acessório) prossegue com o caso da bancada do Estoril e com a inquirição aos árbitros envolvidos no “caso dos e-mails”.
Vamos por partes:

1. Bancada do Estoril

Acessório: «Não houve problemas de segurança na bancada do Estoril».
Os títulos de Expresso, ABola, Record e ‘headline’ da SIC, que tiveram «acesso antecipado» ao Relatório Preliminar do LNEC.

Essencial:
» O Estoril reconhece «Falta de condições»


» A Protecção Civil «localizou responsáveis»


» O LNEC detectou «problemas estruturais» ao nível das fundações e pavimento


» A Liga de Clubes resolve «interditar o uso da bancada»


» A Câmara de Cascais afirma que «não há problemas» mas, mesmo assim, decide «fazer obras»…

Conclusão: Neste País, onde nunca ninguém é responsável por nada; onde tudo pode acontecer sem que existam consequências; onde os responsáveis podem desvirtuar a Verdade sem que tenham que responder por tal, ficamos a saber que se iniciaram obras na bancada do Estádio António Coimbra da Mota – o mesmo local onde foi aconselhada, pela Protecção Civil, a evacuação dos espectadores que lá se encontravam, para assistir à partida, «por razões de segurança»:

Pelos vistos, a mesmíssima bancada que não apresentava «riscos»; a bancada que está «em perfeitas condições»; a bancada que deveria ter continuado a suportar cerca de três mil portistas, está a sofrer «obras de requalificação» porque a Câmara de Cascais não tem obras mais urgentes para fazer; a mesma bancada que a Liga continua a interditar o seu uso, até à conclusão daquelas obras e posterior averiguação de segurança da mesma, porque não vê sinais de alarme…

2. Inquérito aos árbitros pela LIGA

Começou, continua e assim irá continuar, a inquirição aos árbitros sobre o “Caso dos e-mails”, e que está a cargo da Comissão de Inquérito da Liga de Clubes.
O objectivo seria o de «seguir as pistas» do e-mail enviado por Adão Mendes para Pedro Guerra, e onde foram mencionados os nomes de alguns árbitros que estariam “supostamente” do lado dos encarnados. Relembrem-se esses nomes: Bruno Esteves, Hugo Pacheco, Jorge Ferreira, Manuel Mota, Nuno Almeida, Paulo Baptista, Rui Silva, Vasco Santos.
Outro e-mail de Adão Mendes dizia e por isso é também alvo de investigação: «Vamos ter os padres que escolhemos e ordenamos, nas missas que celebramos, temos é de rezar e cantar bem».
Os árbitros, cujos nomes constam do e-mail de Adão Mendes, já foram ouvidos – alguns deles mais do que uma vez. Outros árbitros, “pesos pesados”, também já compareceram nas audições, bem como outros árbitros que se viram “prejudicados” por algumas atitudes consideradas “suspeitas”.

Quando dizemos e sublinhamos “cujos nomes constam do e-mail de Adão Mendes”, fazemo-lo propositadamente pois quem lê ou ouve a “imprensa avençada” pelos encarnados, tem conhecimento de que é ao FC Porto que se imputam as responsabilidades por mencionar os nomes daqueles oito árbitros, o que não é mesmo Verdade, de todo!
Uma coisa é certa: pelo que conseguimos apurar, alguns dos elementos ouvidos em sede de Comissão da Liga, começaram a “abrir o livro”, não deixando “pedra sobre pedra”, arrasando Adão Mendes e o seu “acólito” Nuno Cabral – pelo que não vai nada fácil a “vidinha” para os dois assalariados do Estado Lampiânico e que, por esta altura, já deverão ter as orelhas em sangue.

Mas a “Inquisição”, perdão a inquirição tem revelado ainda mais pormenores e que ajudam a perceber a subserviência de alguns árbitros em relação à causa encarnada – por exemplo, com a “recusa” em apitar jogos do benfica, por motivo de «lesão súbita».
Mais personagens ligados à Arbitragem (e não só) serão ouvidos nos próximos dias, prometendo que “o circo” poderá mesmo vir a “pegar fogo”. Aguardemos.

Hoje é dia mesmo de “ir à bola”; é dia de ver o FC Porto, até porque é dia de jogo grande. Por isso, até logo! Vemo-nos em Braga.


Um abraço do
Bernardino Barros

Comentários

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1 thought on “A coluna do Pôncio – 24.01.2018

  1. Muito obrigado Senhor Bernardino Barros.. Sou um portista com 62 anos e portista há mais 50.. E agradeço do fundo do coração o seu Portismo a sua inteligência e argúcia, com classe elevação sem necessidade de insulto gratuito e baixo. Eu k sofro longe de casa pelo nosso Porto lhe agradeço profundamente. Abraço desde o RWANDA

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