A coluna do Pôncio – 13.12.2017

13 de Dezembro – dia de jogo de manga curta

Quem é portista sabe, sente, sorri e encosta-se no sofá. O momento é de recordar a conquista do primeiro título de campeão mundial de clubes ganho pelo clube do Dragão.
Tóquio fica na memória eterna, por causa da neve, da bola cor de laranja e do “bailado” de cisnes azuis, que os jogadores executaram no campo coberto do manto branco de neve.
A cidade nipónica nunca tal vira, depois de um dia solarengo, no seguinte, uma queda de flocos de neve vindos do céu, cobriam com alvo manto o solo da cidade e o relvado verde do Estádio Nacional de Tóquio.
Disputava-se a final da denominada Taça Intercontinental, em que a equipa que se tornara Campeã Europeia de clubes em Viena, defrontava os uruguaios do Penarol.
A equipa uruguaia optou por chegar cinco dias antes á cidade imperial, enquanto o FC Porto chegou a Tóquio, apenas, dois dias antes do jogo, numa viagem longa, que teve passagem pelo Alaska. Seria premonição?
Premonição ou não, a verdade é que uma equipa que funcionava como uma verdadeira orquestra sinfónica, perfeita e afinada, soube adaptar-se e dar um autêntico recital de bombo.
As grandes equipas são assim.
Acordar de madrugada, sentar no sofá e ver esse jogo mítico, guardo-o no baú das memórias.
Gomes e o sentido de oportunidade, estar no sitio certo na hora certa sempre foi uma das suas imagens de marca,
A arte de Madjer, um magrebino a brincar na neve, com um chapéu de classe alval, e se chapéus há muitos, este tornou-se inolvidável.
Os todo-o-terreno André, Sousa e demais companheiros que lutaram mais que jogaram e todas as histórias que se contaram e ainda contam.

Obrigado FC Porto!

PS: ao ver a capa de hoje do jornal da queimada, o meu espanto deveria ter sido igual ao dos jogadores, quando há trinta anos atrás acordaram com a neve nas ruas de Tóquio.

Um gigo cheio de mails e hipocrisia à mistura

Não é engano, não.
É mesmo um gigo, cesto de vime alto, usado nas vindimas no Douro e Trás-os-Montes e que era usado também pelos padeiros para transportar os “trigos” para venda nas aldeias.
Este gigo que vos trago hoje, vem carregadinho de emails, das mais variadas proveniências e mais estarão para chegar.
Misturado com os emails vem uma dose bem larga de hipocrisia também, com pingos de subserviência e vassalagem, que levam ao esquecimento.
Perante a gravidade dos factos bem denunciada e demonstrada, com ligações a deputados, advogados, jornalistas, organismos estatais, policiais e judiciais, há de tudo para nos ilustrar a devida dimensão de um polvo que domina tudo e todos, sujando com a tinta expelida, todos os que a ele estão ou estiveram ligados, por conveniência, servilismo ou mero oportunismo.
A comunicação social não fala no assunto, foge dela, porque pode incomodar e irritar o clube todo poderoso. Seria o fim das benesses.
Televisões, jornais, rádios, todos assobiam para o lado, porque sabem de onde vem a manteiga para barrar o pão.
Uns nem desculpas dão para não pegar no assunto.
Melhor assim porque não caem na hipocrisia.
Outros, os verdadeiros “sacanas sem lei”, dão desculpas esfarrapadas:
Não tem relevância
São denúncias sem fundamentação.
Não noticiamos suspeições não provadas.
Numa mão cheia de desculpas, sem nexo e que nos leva ao riso sarcástico.
Record e Mais Futebol são os maiores exemplos da genuflexão ao estado lampiânico, mas não agiram do mesmo modo com as escutas do Apito Dourado ou com a fuga de tinta vermelha que manchou o Footbal Leaks. Esses tiveram honras de primeira página, porque atingiam os clubes, Sporting e FC Porto, adversários do patrão encarnado.
Vários nomes de jornalistas “isentos” (alô ERC, alô Sindicato dos Jornalistas, alô Comissão da Carteira Profissional) começam a aparecer nos mails vindos à tona, numa pescaria que vai trazer mais alguns, presos ao anzol da podridão e da subserviência. Alguns, até são “avençados”, como bem sabemos.
Estão a tremer como gelatina, com o medo a roer-lhe as entranhas, porque a alma já a venderam há muito, e alguns bem barato o fizeram.

Soltas e Certeiras

1.
A invasão ao Centro da Maia, tantos meses depois, ainda continua com “queixa contra desconhecidos”? Porque não se conhece a identificação dos invasores?

2.
Como está a investigação da GNR às pinturas nas paredes da Taberna do Esquiça? Foram feitas por mão vermelha com tinta azul? Caso para dizer “Oh Jorge”.

3.
A queixa que o árbitro auxiliar Inácio Pereira apresentou sobre a vandalização da sua viatura, anda ou não anda? A queixa, claro, porque a viatura já anda.

4.
Já saiu o áudio do penalti das Aves? O que disse Bruno Esteves a Rui Costa no lance do Danilo? Porquê tanto segredo? Se não disse que era penalti, ponha-se cá fora o áudio.

5.
O que disse Rui Oliveira a Tiago Martins no lance do penalti sobre Aboubakar que levou Tiago Martins a ver o lance no vídeo. Não foi claro o penalti?

6.
Há áudio do penalti de Luisão no jogo do Dragão? Ou teria falhado a comunicação? Explique-se.

7.
O sistema de áudio entre a sala do VAR e os árbitros, só falhou na Vila das Aves? Quantas mais falhas de comunicação existiram? Haverá vontade de informar por parte do CA da FPF?

8.
A PSP do Porto já explicou porque é que esta noticia está incluída nos “factos sem relevância”? O que falhou na operação e porque falhou? Não há explicações perante factos tão gravosos?

9.
Já publicaram o link de mais emails?

Até para a semana!


Um abraço do
Bernardino Barros

Comentários

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *