A coluna do Pôncio – 06.12.2017

Dos “Roubos de Igreja” e outras coisas mais…

«Penso que chegou a altura de estarmos de sobreaviso e de verificarmos que a infelicidade dos árbitros já ultrapassou os limites; e que eventualmente tenhamos que adoptar processos de autodefesa, mas que possam definitivamente acabar com o gozo a que vamos estando sujeitos por aqueles que, não sendo do FC Porto, gozam, semana após semana, com as grandes penalidades que nos são sonegadas. Trata-se realmente de um gozo e que é até humilhante, pelo que, em defesa da nossa própria dignidade, não podemos deixar que continue.»

José Maria Pedroto, época 1977/78

O regabofe continua quarenta (!!!!) anos depois.
O dia 01 de Dezembro de 2017 ficará na história como um dos maiores roubos num estádio de futebol pós-Euro2004.
Álvaro Mesquita, auxiliar de Jorge Sousa, reeditou erros graves de análise que curiosamente (mas apenas e só coincidência…) beneficiaram sempre o mesmo clube, o benfica.
De Álvaro Mesquita não sei o seu clube de eleição, mas com certeza que Nuno Cabral saberá e deverá, até, constar num qualquer e-mail enviado para Paulo Gonçalves. Aliás, Álvaro Mesquita teve os seguintes erros crassos em jogos do Benfica:
» 2016/17 – benfica vs. Sporting: exactamente na 13ª Jornada, o auxiliar de Peso da Régua deixou passar duas grandes penalidades contra o benfica (“dupla mão” de Pizzi a ajeitar a bola e braço de Nelson Semedo) ;
» 2017/18 – FC Porto vs. benfica: um fora-de-jogo mal assinalado a Aboubakar, com Salvio a colocar todos os jogadores do FC Porto em jogo por “escassos” 2,6 metros (coisa pouca).
No mesmo jogo e na primeira parte, o seu colega Nuno Manso também não viu mão de Luisão na área, confundindo-a com a anca…

Nos dois jogos, benefício claro do mesmo clube, o mesmo de sempre…
Na época passada o observador, Carlos Coelho brindou-o com uma nota de 8,6.
Qual será a nota que o observador João Gaspar deu/dará a Jorge Sousa, após o descalabro arbitral de Sexta-feira passada?

Intocáveis e inimputáveis

Sabemos que a vontade dos “juízes de campo” é a de que não se fale de arbitragens, especialmente das que são más.
A Crítica é palavra que lhes é temida.
Julgam-se acima de qualquer juízo de valor; não se lhes pode apontar um erro, um falhanço na sua decisão de julgamento, porque se consideram acima de qualquer suspeita.
Não raras vezes, vêm com o “argumento” (falacioso) de que os jogadores também falham golos de baliza aberta e de que os treinadores também erram nas substituições. Verdade, sim senhor. Só que os jogadores que erram muito vão para o banco e os treinadores que decidem mal são vitimas da “chicotada psicológica”.
E o que acontece com os árbitros? Nada!

Que se pede a um “juiz”? Que actue e decida de acordo com a Lei.
Não pode haver duas interpretações daquela, sob pena de o “juízo” estar errado e enfermo na Verdade; não raras vezes, esse tem sido o denominador comum: situações iguais, em tudo idênticas, são invariavelmente julgadas de maneira diferente.
Para uns (quase todos), é “dura lex, sed lex” – a Lei é dura, mas é a Lei. Para os outros, a Lei é dura, mas “estica”.

Diz correndo

1.
13 jornadas e vão 08 (oito) penaltis por marcar. Em 02 jogos houve interferência directa no resultado com só negação (os senhores do apito não gostam que se utilize o termo “roubo”).

2.
Falemos de agressões.
No jogo de Sexta-feira, para além da do Pizzi ao Marega (no sururu junto ao banco de suplentes do benfica), houve a que Fejsa protagonizou ao árbitro Jorge de Sousa.
Falo em agressão porque, se na óptica encarnada, o invasor do Dragão agrediu Pizzi, então que dizer do que fez Fejsa? Atropelo, fuga e abandono do local.
Danilo, em Moreira de Cónegos, por empurrar o “padre ordenado por Adão Mendes” levou um jogo de castigo.
E o Fejsa, quantos vai levar?

3.
Interdição do Estadio do Dragão? Porquê?
Quando o “diabo de Gaia” foi preso… Desculpem, foi engano meu; só foi preso por trafico de droga um tempo depois.
Dizia então, quando o “Diabo de Gaia” invadiu o campo para mandar um “calduço” ao José Ramalho, com o jogo a decorrer – repito para que se lembre bem: com o jogo a decorrer – a “penalização” foi de 3500 euros.
Mas convém explicar que a multa foi devida a duas agressões, sim duas.
A que foi mais mediática foi a protagonizada pelo “Diabo de Gaia”; mas, do outro lado do campo, o outro fiscal de linha (José Luis Melo) foi atingido com uma garrafa, conforme o árbitro (Jorge Sousa) reportou no relatório. Nessa altura, não houve interdição; irá haver agora?
É muito provável porque o Sr. Meirim não é flor que se cheire.

4.
A Cartilha funciona na perfeição. Pede-se expulsão de Filipe, aos 12′, quando a “crítica especializada” é unânime em afirmar que ficou só amarelo por mostrar.
Curiosamente nestes quatro lances Luisão (Moreirense 16/17 e Boavista 17/18) e Pizzi (Moreirense 16/17 e Rio Ave 17/18) só no primeiro foi mostrado amarelo.
Onde está a coerência desta gente?
“Gente” deste jaez não tem coerência, pois que vende-se por dois reais!

5.
Pizzi a mandar Rui Vitória para o car(v)alho quando foi substituído.
Fosse jogador do FCPorto a fazer o mesmo ao seu treinador e ainda hoje não se falaria noutra coisa.
Quando aconteceu o sururu, o mesmo Pizzi cobardemente agrediu Marega, à socapa, tal como já tinha agredido Geraldes, com o jogo parado, no Rio Ave vs. benfica.
É tudo “normal” porque Pizzi demonstra o manto protector, em telefonema com um amigo, que para para ele não há cartões. É outro inimputável.

6.
Sobre a actuação dos ‘casuals’ afectos ao benfica, no jogo de Sexta-feira e as mentiras que têm sido referidas, o Hugo Santos, na sua próxima crónica, irá explicar os factos verdadeiros, tal como os que aconteceram na noite de ontem, após o jogo com o Basileia.
‘Casuals’ nada casuais…

«Enquanto fomos bons rapazes, fomos sempre comidos»

José Maria Pedroto, 1977


Um abraço do
Bernardino Barros

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