A coluna do Pôncio – 15.11.2017

“Mãozinhas”, Capangas, e flops

“Mãozinhas”


Ainda sobre o castigo aplicado ao líder da claque Super Dragões, Fernando Madureira:
É de bom-tom não se lhe referir pela alcunha porque é conhecido – só para pessoas mais intimas ou amigas – pois senão também seria possível referirmo-nos a alguns outros personagens pela alcunha por que foram “baptizados”. Lembro-me, assim de repente, de alguém, apelidado na sua juventude, como sendo o “mãozinhas”.
Adiante…
Rui Gomes da Silva afirmou, no programa televisivo onde é “paineleiro”, a propósito do castigo dado pelo IPDJ ao líder da claque dos Super Dragões, que «os tribunais vão retirar o castigo dado pelo IPDJ. Quero ver o que é que o Ministério Publico vai reclamar ou dizer sobre esta decisão. A minha convicção é que o Tribunal do Porto vai anular a decisão do IPDJ. Não há nenhuma razão para decidir assim, mas tenho a convicção de que vai decidir dessa maneira».
Rui Gomes da Silva lá saberá porque o diz mas efectivamente não é de bom-tom, nem é ético um jurista fazer uma acusação destas, mesmo que transformada em convicção, sobre a Justiça portuguesa.
Poderíamos dar inúmeros casos onde a Justiça esteve bem – portanto, “aquela” que mais deve agradar ao advogado portuense porque foi julgada na capital.
Basta recorrer ao caso vertente, onde um acontecimento ocorrido na cidade do Porto (Dragão Caixa), relatado por um agente da autoridade da cidade do Porto, foi julgado numa instância em Lisboa (IPDJ sede), sendo as testemunhas arroladas por Fernando Madureira, ouvidas em Braga (Agência Nacional Gestão do Programa Juventude em Acção) e não na Direcção Regional do IPDJ no Porto.
Aqui, não houve, não há e não haverá convicções por parte do causídico.
Tem, logo a seguir, uma outra “convicção”: a de que nunca o “condenado” cumprirá pena: «primeiro, porque estou convicto de que o Tribunal vai o anular a decisão. Segundo, porque mesmo que não anulasse, Fernando Madureira nunca cumpriria o castigo. E, aí, seria o gozo máximo em relação às autoridades portuguesas, quer aos tribunais e administrativas».
Tem esta “convicção” porquê?
Alicerçado talvez no exemplo do “ex-seu querido líder”, juntamente com outros cinco arguidos, que de recurso em recurso, viram a decisão do tribunal da Boa Hora ser anulada por apanhar duas leis de amnistia «que lhes valeram o perdão total das penas».
Mais uma vez está enganado o senhor doutor, pois Fernando Madureira foi castigado com uma pena de três (3) meses de interdição de entrada em recintos desportivos (por desacatos num jogo de hóquei em patins) e cumpriu parte daquela no defeso da época desportiva de 2014/15, não marcando presença – cumprindo a Lei portanto – no jogo de apresentação com o Nápoles e no primeiro jogo do campeonato, contra o Vitória de Guimarães (ambos no Estádio do Dragão) e no jogo dos Barreiros, com o Marítimo, referente à segunda jornada.
Afinal, há quem obedeça e cumpra a Lei, não há Dr. Rui Gomes da Silva?
Já agora, outra das frases do “paineleiro” benfiquista foi «julguei que o Fernando Madureira fosse assumir que cantou, também. Um verdadeiro líder assume os seus actos».
Verdade: tal como o seu (dele) líder, Luís Filipe Vieira, assumiu sempre a existência dos emails. Hipocrisia pura.
Para que conste, ao contrário do propagado e propagandeado, Fernando Madureira nunca, repito nunca, foi ouvido (IPDJ ou PSP) sobre o incidente de que é acusado.
Mais outra informação fidedigna: no auto de noticia do agente da PSP, nunca – repito: nunca – foi referido que o agente viu ou ouviu Fernando Madureira a cantar, remetendo para a visualização do vídeo. Ora o vídeo não mostra ou demonstra o crime de que é acusado.
Mais desenvolvimentos sobre o assunto prometidos para a próxima crónica, para informar, com provas – sempre com provas, que a acusação foi alicerçada em factos escabroso e mentirosos.

Capangas

Luís Filipe Vieira usou o termo «capangas» para se referir a quatro indivíduos que estariam, nas suas costas, no camarote, no último jogo entre o D. Aves e o Benfica.
Muita controvérsia gerou aquela “denúncia”, pelo que a queixa contra o presidente encarnado já deu entrada no Ministério Público, pelo uso da terminologia utilizada.
Não se deve levar a mal, pois os exemplos demonstram à saciedade que de “capangas” percebe o presidente do clube benfiquista.
Primeiro temos o episódio com o seu motorista de longos anos, José Carriço, mais conhecido pelo “Zé do Benfica” – o tal funcionário do benfica que foi apanhado com 9,5 Kg de Cocaína na mala de uma viatura do clube: foram ambos, Luís Filipe Vieira e motorista, envolvidos numa cena de agressão, numa dependência bancária da capital.
Os mesmos protagonistas estiveram envolvidos num episódio sórdido, ao estilo siciliano, com o proclamado candidato à presidência do benfica, Bruno de Carvalho, como o próprio declarou na apresentação da sua candidatura.
“Zé do Benfica” é carinhosamente referido por Luis Filipe Vieira, em entrevista ao Herman SIC, como: “o homem que atura as minhas madurezas diariamente”.
Finalmente um dos acontecimentos que meteu capangas, com agressões mesmo” à bruta” e visíveis a toda a gente, até a agentes da autoridade, foi o célebre episódio da chegada do agente do guarda-redes Moretto ao aeroporto de Lisboa.

Flops


Termino com uma estranheza:
quem andou muito tempo a criticar o valor gasto com Imbula e com o seu fraco rendimento; quem critica a “suplência” de Casillas, mas esquece a mesma situação de Júlio César; quem estranha a não utilização de Óliver, não me parece, agora, muito atento à situação de Rafa, que vê em risco a sua continuidade no benfica já a partir de Janeiro.
São as tais noticias e opiniões selectivas…


Um abraço do
Bernardino Barros

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3 thoughts on “A coluna do Pôncio – 15.11.2017

  1. O DIAP devia investigar era como chegaram a 1ª categoria, em 2 dias seguidos o DIAP de lisboa abre esta invesigação e sonda o ministerio publico de minho/guimarães? sobre a possibilidade de recorrer da sentença no processo fenix, depois de caírem os infiltrados no TAD e na FPF seguem os infiltrados do DIAP LX?

  2. O DIAP devia investigar era como chegaram a 1ª categoria, em 2 dias seguidos o DIAP de lisboa abre esta invesigação e sonda o ministerio publico de minho/guimarães? sobre a possibilidade de recorrer da sentença no processo fenix, depois de caírem os infiltrados no TAD e na FPF seguem os infiltrados do DIAP LX???

  3. O DIAP devia investigar era como chegaram a 1ª categoria, em 2 dias seguidos o DIAP de lisboa abre esta invesigação e sonda o ministerio publico de minho/guimarães? sobre a possibilidade de recorrer da sentença no processo fenix, depois de caírem os infiltrados no TAD e na FPF seguem os infiltrados do DIAP LX, na comunicação social nos partidos políticos etc???

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