A coluna do Pôncio – 18.10.2017

Desespero. Hipocrisias e Mentiras

O desespero é um substantivo masculino que caracteriza um comportamento de transtorno, de perturbação, de descontrole, de desalento.
Desespero significa extrema aflição, angústia, irritação, furor.

Este é o estado de alma do regime lampiânico, que, aos poucos e poucos, vê o chão que pisam e que julgavam seguro e inexpugnável, ser abalado por decisões que nem nos maiores pesadelos esperavam.

Em entrevistas dadas à estampa nos órgãos comunicacionais do regime, João Correia, “advogado do Benfica no caso dos emails” (não eram 4 escritórios?), no Record:

e Pedro Nunes, treinador de hóquei em patins dos encarnados, na Bola:

Demonstram bem o quão desesperado vai o reino lampiânico.

Se do caso do hóquei em patins a resposta está dada no post já publicado no Batalha 1893, no caso do Dr. João Correia a coisa pia mais fino…

“É indiferente se os emails são verdadeiros ou falsos”

Ora aqui está uma frase reveladora, que a juntar ao proferido no discurso do “primeiro-ministro” encarnado revelam que afinal os mails existem, existiram, e vão continuar a existir.
Após a divulgação dos emails fomos vendo uma alteração quase diária à forma como reagiam, Pedro Guerra dizia que eram mentira e que não se lembrava, depois o Porto tinha cometido crime informático, mas se calhar eram emails manipulados.
Agora que admitem que são verdadeiros, acham que não interessa saber da sua veracidade ou não, mas o problema reside aí mesmo. Interessa e muito.
Então não interessa saber se o Benfica manipula a classificação dos árbitros?
Não interessa saber se o Benfica tem acesso a informação privilegiada e paga faturas de dirigentes da Arbitragem (Ferreira Nunes)?
Não interessa saber se o Benfica tem influência sobre os árbitros, detendo até uma lista com os seus contactos, o seu envolvimento familiar e até extra-conjugal?
Influência sobre órgãos governamentais (IPDJ), judiciais (MP, PJ) e desportivos (FPF e Liga)?
Influência sobre a comunicação social?
Influência sobre dirigentes desportivos e politicos?

Não é indiferente se é verdade ou não. Este é o maior escândalo do futebol português, engloba jogadores, técnicos, dirigentes, políticos ou oficiais de justiça,.

“Somos credores da investigação”
“É essencial que a PJ investigue nesta casa”
“Sem prejuízo da simpatia clubística afirmada pelo juiz”

Curiosamente os mesmos que se arvoram em credores, nunca se demonstraram, presidente e clube, devedores de instituições como o BPN, BES ou CGD.
Curiosamente os mesmos que nunca reagiram à decisão do Juiz que não autorizou que a PJ vistoriasse Luís Filipe Vieira, Paulo Gonçalves, Pedro Guerra e outros envolvidos nos casos dos emails.
Curiosamente os mesmos que nunca questionaram a cor clubística do juiz que impediu no seu ultimo dia no cargo, a vistoria às instalações encarnadas. Os que nunca questionaram a cor clubística dos juízes e investigadores do Apito Dourado.

O que está em causa com a cor clubística dos juízes? São por isso menos ou mais competentes ou sérios?
Serão os juízes do Apito Dourado mais credíveis?

Serão os inspectores da PJ que integraram a Lista de Honra da candidatura de Luís Filipe Vieira mais credíveis que outros?
Serão os investigadores do Apito Dourado ou a procuradora Maria José Morgado, casada com Saldanha Sanches (conselheiro fiscal do presidente encarnado) mais ou menos credíveis?

O medo é muito, porque não sabem o que ainda está para vir ou que ainda poderá ser revelado. Esse é o maior medo que assalta o edifício encarnado, abalado nos alicerces da sua seriedade, sempre tão proclamada aos quatro ventos, com as divulgações das conversas entre personagens até então desconhecidas para a maior parte dos adeptos do futebol.

Quem conhecia Adão Mendes, Júlio Loureiro, Nuno Cabal, e outros “artistas” que se relaciona(va)m com tanto à vontade com Paulo Gonçalves, Pedro Guerra, Rui Gomes da Silva e outros “ministros” do governo lampião?

Quem ousa perguntar pelos segredos do Presidente da Federação revelados no email de Carlos Deus Pereira para Pedro Guerra?
Quem ousa perguntar pelos segredos de foro familiar e de alcova, dos árbitros revelados por email de Nuno Cabral para Paulo Gonçalves.

Como não há forma de os parar ou calar, há que reagir à sua divulgação.
O que primeiro não existia ou era truncado/adulterado, agora é indiferente se são verdadeiras ou não, se existem ou não.

“A memória guardará o que valer a pena. A memória sabe de mim mais do que eu; e ela, não perde o que merece ser salvo”

Eduardo Galeano


Um abraço do
Bernardino Barros

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