Plantel 2017/2018 e a Regeneração de um Padre

Plantel 2017/18

Terminou o pesadelo para os treinadores europeus (Espanha e Turquia fecham hoje), com a chegada da meia-noite de 31 de Agosto e o encerrar do primeiro mercado de transferências.
Para os adeptos dos clubes este é um período parecido com a véspera de Natal, onde tudo está ansioso pela meia noite para poder saber que prendas lhe caíram em sorte ou azar.

Foi defraudante o mercado de transferências para os dragões, acredito que sim.
Como “quem não tem dinheiro não tem vícios”, não se comprou nenhum jogador que pudesse trazer mais-valia para a equipa e venderam-se alguns jogadores (dois: André Silva e Rúben Neves) que eram do agrado das bancadas; mas creio que o mais importante foi conseguido: não saíram, nesta última semana, jogadores considerados importantes e nucleares.

O “emagrecimento” financeiro que o FC Porto acordou com a UEFA levou, apesar de tudo, a encaixar mais milhões (66) do que na época transacta (13). Logicamente gastou-se menos agora (7 milhões) do que em 2016/17 (30 milhões), sendo que o mais importante é este facto: foram “despachados” 30 jogadores com contrato com o clube.

Treinador

Foi olhado, por muitos, com a natural desconfiança do Dragão, pelo seu feitio diferente e irreverente; mas bem cedo o seu “dedo” foi dissipando dúvidas, dando provas de competência, capaz de conseguir bons resultados e com boas exibições, e com capacidade para potenciar e valorizar jogadores.
Com a paixão pelo Clube bem patente no seu discurso, não só para dentro, mas sobretudo para fora (até que enfim), criou um entusiamo contagiante na massa adepta dos dragões, consubstanciada pelo encher de estádios nestas primeiras quatro jornadas – o muito “seu” Mar Azul.

Entradas

Não houve. Mas… deveria haver? Deveríamos comprar só… porque sim?

Se não há dinheiro, se há que cumprir o “apertar do cinto” decretado pela UEFA, há (ou haveria) que ser cirúrgico, para acertar na(s) contratação(ões) para os lugares considerados “chave” pelo treinador.

Gastar só por gastar foi desvario que tinha que ter um fim e, para não ir mais longe, o exemplo da época transacta deve ser recordado: gastaram-se 12 milhões na compra de um avançado que não foi escolha para quem o pediu (Depoitre), e um defesa que cedo se sabia que iria ser a terceira opção (Boly).
As melhores “contratações” da época são, sem qualquer lugar a dúvidas, o sagaz aproveitamento de alguns renegados que, nessa mesma época transacta, não tiveram lugar no plantel – como Ricardo Pereira, Reyes, Hernâni, Aboubakar e Marega.
Alguns adeptos (e não só…) torcem o nariz à qualidade desses jogadores; mas as suas prestações, nestas quatro primeiras jornadas, ainda são merecedoras dessa suspeição ou desdém? Fica a pergunta para posteriores meditações.

Saídas

Defraudando “desejos” de uma Imprensa “amiga”, Danilo não saiu, nem sequer pela cláusula de rescisão e, segundo os jornaleiros, para o qual não faltavam pretendentes.
Ricardo Pereira teve vários (pseudo) pretendentes, mas foi tudo gorado, pois aqueles jornaleiros esqueceram-se de interpretar os sinais de contentamento do jogador, por estar no plantel do FC Porto e pelo treinador acreditar no seu valor.
Aboubakar deve ter crescido mais uns centímetros, tal o “esticar” a que foi sujeito entre o Lorient (dono de 60% do passe) e o Marselha. Os mesmíssimos jornaleiros bem tentaram fazer deste caso uma “novela” quase diária mas, mais uma vez, a última palavra era, foi e seria sempre do FC Porto.
Restava a “novela” de Marega, o patinho-feio: tinha um mercado como nunca teve enquanto andou por outras paragens, mais lá para as terras de Vímara Peres. O leilão jornalístico chegou aos 10 milhões, mas o jogador ainda continua às ordens de Sérgio Conceição…
Saíram somente duas jóias da coroa portista – André Silva, como era inevitável e Rúben Neves, como era evitável. Mas a obrigação de até finais de Junho se encurtar o défice financeiro da época transacta, a isso obrigou.

Despachados

Durante anos a lista dos “excedentários” ia aumentando, fazendo crescer a folha salarial com jogadores de pouca utilidade, contratados para “engordar” uns tantos e que, chegando a hora, não tinham colocação em lado nenhum ou não davam para “engordar” outros tantos.
Esta época, sem que muitos o tenham notado, sem que mais uns quantos o tenham referido, 30 (trinta!) jogadores foram “despachados” da folha salarial, representando cerca de 1,5 milhão de euros de poupança mensal, no mínimo.
Josué, Abdoulaye, José Angél, Tiago Rodrigues, Sami, Zé Manel, Boly, Adrián Lopez, Andrés Fernandez, Suk, Lichnovsky, Depoitre, Bolat, Mikel, Walter, Ricardo Nunes, Caballero, Pité, David Bruno, Ghilas, Chidera, Fidelis, Kelvin, Licá, Kadú etc., num trabalho excepcional no alívio da folha salarial, protagonizado por Luís Gonçalves – outro portista dedicado e com um trabalho que vai merecer o devido reconhecimento, não tarda.

O plantel é curto para as habituais competições que o FC Porto disputa? Uns dizem que sim, outros talvez e uns poucos que não. E será suficiente para “consumo interno”? Ou será curto para Campeonato, Taça de Portugal e Champions?
Não é este o texto que vai analisar ou avaliar o plantel.

São os jogadores que temos, os nossos, os que temos que continuar a apoiar como até aqui.
É com eles que vamos à BATALHA, acreditando nos jogadores, no treinador, no ‘staff’ técnico e médico, e no Director para o Futebol.

Regeneração de um padre

O polvo, esse molusco cefalópode, caracteriza-se por se esconder em lugares sujos, escuros e desenvolver mecanismos de defesa para fugir dos pescadores ou caçadores, libertando uma tinta preta ou usando da sua principal função, o mimetismo, para se confundir com o ambiente envolvente.
Usando estes subterfúgios, anda a o Paço Episcopal encarnado a bater-se nos bastidores para salvar um “padre” do esconjuro a que foi votado.

Jorge Ferreira, o Esquiça, foi relegado para divisão inferior na arbitragem portuguesa. Recorreu da classificação e viu umas décimas (quatro) serem acrescentadas à sua nota final mas, mesmo assim, insuficientes para o manter na divisão principal.

Agora, resta o recurso habitual a que recorre o “polvo encarnado”: usar a influência dos ordenadores de “padres”, Adão Mendes (aka ‘Frankc Vargas’), Nuno Cabral (o «menino querido», aka ‘Eva Mendes), Júlio Loureiro e outros, para colocar novamente no púlpito o celebrador de “missas” Jorge Ferreira.

Não se sabe, mas adivinha-se, que o “arrazoado jurídico” pode ter a lavra do sempre presente Paulo Gonçalves; mas que está em marcha a regeneração do “padre” de Fafe, disso não há dúvidas. Terá sucesso esta demanda?

Tudo é possível neste mundo de influência encarnada, mas uma coisa é certa: o árbitro é renegado pelos principais colegas, que se lembram do proteccionismo que tinha do anterior Conselho de Arbitragem, faltando a cursos sem que tivesse penalização na nota.
Mesmo no seu auge de uma “esconsa” carreira, levava com botas, atiradas pelos colegas, naqueles cursos; agora, bem que liga a pedir apoio mas, do lado de lá da linha, da dos ex-colegas, só ouve silêncio.

Comentários

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2 thoughts on “Plantel 2017/2018 e a Regeneração de um Padre

  1. Boa tarde, o texto é uma delícia como seu apanágio mas queria somente alertar para um possível erro de sua parte. Se não me engano, repito se não me engano, “Franck Vargas” trata-se de Ferreira Nunes e não Adão Mendes. Se estiver errado peço desculpa! De qualquer forma é farinha do mesmo saco! Um grande abraço e viva o FcPorto

    1. Caríssimo Portista, antes de mais, obrigado por estar connosco desse lado. Alerta extremamente correcto, erro nosso! Como diz e bem, é tanta farinha do mesmo saco que às vezes até trocamos a tipologia.

      Obrigado pela chamada de atenção e continue a ajudar nesta Batalha!

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