Testes, Queixinhas e Coação

Antes de entrarmos nos temas do dia, a nossa satisfação por termos a página de facebook do “Batalha 1893” de volta, desejar uma proveitosa semana de férias ao Hugo Santos e os votos para que regresse em forma para as próximas batalhas porque, pela amostra, os cães não nos querem largar as canelas.

Testes

Dizia uma publicidade que o teste do algodão não enganava; os testes a que, todas as jornadas, querem submeter a equipa de Sérgio Conceição, também não enganam.
Os jogos de pré-época foram contra «adversários fracos», pelo que haveria que esperar pelos jogos a doer. Estes chegaram e não doeram, só para os adversários, por isso diziam os cépticos, «há que esperar pelo jogo de Braga».
Chegou o dia D e o teste foi passado com eficiência, com um golo de arte e com a certeza de que esta equipa conseguiu o pleno de pontos, seis, onde na época transacta só tinha alcançado dois (saídas a Tondela e a Braga).

Com nota artística alta ou mediana, mas com muita raça, muita entrega e sobretudo com um espirito de união soberbo, a equipa de Sergio Conceição é mesmo isso: uma verdadeira equipa, que arrasta atrás de si uma onda azul e branca, cada vez mais forte e actuante.
O mais importante seria aferir a resposta de uma equipa que poderia, ou não, aproveitar o escorregão dado pelos encarnados no dia anterior; ao contrário de épocas anteriores, a resposta foi dada com distinção: entrada forte e demolidora nos primeiros trinta minutos e gestão de esforço e controlo do jogo na segunda parte, com o Casillas a bater mais um recorde pessoal e sem trabalho de monta.
Temos equipa, temos treinador, temos jogadores, temos adeptos. Vão ter que levar connosco.

Queixinhas

São várias as “choradeiras” que chegam dos lados de Carnide.
Primeiro querem calar a nossa voz, com a denúncia da nossa página de facebook; mas, tal como na batalha naval, o tiro foi na água.
Depois, anda o novo cartilhado marinho a explorar as ausências de jogadores do Braga das opções iniciais de Abel Ferreira, o que prefigura uma das queixas habituais do clube do regime: levantar suspeições, coisa tão cara do inefável Pedro Guerra que, mais logo, deve ler pela mesma cartilha. Então agora não é preciso «preservar o negócio do futebol»?!
Pedem processos sumários para Brahimi e Battaglia, mas esquecem-se de incluir o Eliseu que, só esta jornada, voltou a fazer trinta por uma linha em Vila do Conde.

O Comunicado benfiquista termina com uma pérola: “o que as entidades responsáveis estão á espera para atuar?
Isso é o que todo o mundo do futebol honesto quer: que actuem as entidades responsáveis, a toda a envolvência negra e esconsa retratada nos emails de Paulo Gonçalves, Domingos Soares Oliveira, Pedro Guerra, Adão Mendes, Nuno Cabral, Ferreira Nunes e quejandos.
Têm a palavra o Ministério Público, a Federação de Futebol, o IPDJ, a Liga Portugal, o senhor doutor José Manuel Meirim e todos os que, desde há meses, fazem como a avestruz.

Coacção

Bastou um empate e o circo encarnado foi montado de imediato.
Proclamaram aos quatro ventos que houve aliança para fazer coacção sobre a arbitragem do “padre” Hugo Miguel, pela missa rezada na paróquia vila-condense. O cortejo clerical uniu-se através da cartilha do Janela e a palavra de ordem é “actue-se”.
Não merece grande esmola este peditório; basta lembrar os pedidos de alteração de classificações, em alta para Manuel Mota e em baixa para Rui Costa, efectuadas pelos “Pais da Coacção” Adão e Eva, ambos Mendes.
Coacção é ter um dossier com a vida intima dos árbitros.
Coacção são as missivas do Franck Vargas aos árbitros.
Coacção são os telefonemas do Vítor Pereira aos árbitros antes dos jogos do Benfica.
Coacção são as descidas do Pedro Henriques e do Marco Ferreira, como aviso para outros árbitros.
Mas coacção também é isto e isto.

Atentos a tudo e a todos na prossecução da nossa Batalha.

por Acácio Mesquita

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