A Queda de um Padre Ordenado

Caiu um dos padres ordenados por Adão Mendes, para rezar as missas conforme o guião encarnado.

Jorge Ferreira, mais conhecido pelo “Esquiça”, viu sancionada a sua descida de divisão, deixando a “arte” de apitar nas divisões profissionais.

Resta saber qual a atitude que o árbitro de Fafe quer tomar. Se vai querer continuar a “bufar no apito” nos jogos do Campeonato Nacional de seniores, esperando que o “Pisca”, o “sindicalista” e o ainda influente nos bastidores, Franck Vargas, o consigam fazer regressar ao grupo de primeira, ou se faz como Marco Ferreira e abandona, remetendo-se a servir copos de três na taberna do esquiça.

Brincadeiras à parte, a verdade é que a época transacta foi de desgraça para Jorge Ferreira, que tão bem classificado era pelo amigo Ferreira Nunes, sétimo em 2014/15 e quinto classificado na época 2015/16.

Com a mudança do Conselho de Arbitragem, com os anti-corpos que criou no seio dos seus colegas (convém não esquecer o episódio de lhe ter sido arremessada uma bota por um árbitro de elite num curso de arbitragem), e ainda com a protecção que lhe era dada pelo anterior CA, pois faltou a vários cursos e nunca foi penalizado por isso.

Caso para recorrer ao seu homónimo, cantautor Jorge Ferreira que tem uma música intitulada “Sou um milagre”, o que talvez explique a carreira do árbitro de Fafe, que agora viu sancionada pelo Conselho de Justiça. após recurso à descida de divisão.

Empréstimos e Transferências

Os empréstimos de jogadores são um dos rostos visíveis do futebol, que tem ainda a “nuance” de se poder camuflar em transferências. Vamos aos detalhes.

Há muito que os jogadores emprestados, trazem polemica e suspeição ao nosso futebol, mas para os clubes com menor capacidade financeira são um mal necessário. Recorrendo ao alfobre dos clubes grandes, sempre vão dotando os seus plantéis de jogadores com capacidade acima da média, proporcionando também, a necessária “rodagem” a jogadores jovens que evoluem, pois jogam mais minutos do que o fariam no Benfica, FC Porto ou Sporting.

Os clubes profissionais, reunidos em Assembleia Geral em Junho de 2015, decidiram a favor da proposta que limita o empréstimo de jogadores a apenas três por clube do mesmo escalão, impedindo ainda esses mesmos jogadores na condição de emprestados de defrontar o clube emprestador.

O facto de se impedir a utilização de emprestados contra os clubes de origem, não foi mais que “legalizar” o que já se fazia à socapa, não sendo necessário recorrer a diarreias, amarelos, auto-expulsões ou lesões oportunas e súbitas.

Mas os “pontos de fuga” (não tem nada a ver com as linhas geométricas que alguns manipulam a seu bel-prazer) continuam a ser terreno fértil para os mais imaginativos. O Vítória de Setúbal teve na época transacta quatro jogadores “emprestados” pelo Benfica, três “oficiais” Nuno Santos, João Carvalho e Fábio Cardoso e um “encapotado” Bruno Varela. Encapotado porque rescindiu contrato com os encarnados, assinou pelo Vitória e no final desta época o guardião sadino foi recomprado pela exorbitante quantia de 100 mil euros.

Maneira “inteligente” de contornar o tal limite de empréstimos, tal como acontece esta época com o Desportivo das Aves que tem emprestados do clube de Carnide, Carlos Ponck, Arango e Salvador Agra, para alem do “contratado” a titulo definitivo Derley.

Lei contornada e siga a procissão que o andor ainda vem no adro da igreja.

A caneta do Sr. Meirim

Prometo que voltaremos a este tema, falar do Presidente do Conselho de Disciplina da FPF, o “moderado” adepto benfiquista, José Manuel Meirim.

Como se pode ler na entrevista em tempos dada à revista J, o sr. doutor foi “correio” na PGR (Procuradaria-Geral da República) onde “levava e trazia “cartas. Hoje é mais especialista em fazer “recados”, assumindo o seu benfiquismo moderado, mas dizendo que “o Direito não é vermelho, nem azul e branco, nem verde”.

Pena que a caneta com que delibera e legisla, tenha mais tendência, ainda que “moderada” para a cor encarnada, afinal sempre foi o próprio a dizer que “Há uns maus que são mesmo bons a ser maus”.

por Acácio Mesquita

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