Quem quer ópera…

Esta é a primeira crónica da “coluna do Pôncio”, um Homem do Douro, que sabia cultivar as amizades e tinha a eloquência necessária, além de uma língua afiada e memória prodigiosa, para defender as cores do Dragão contra tudo e contra todos e tolos.
As crónicas vão surgir com mais ou menos “intensidade”. Não escolhem hora nem dia, pois se de uma batalha se trata, não pode haver hora marcada para a intervenção. A única que tinha programação era a Guerra do Raul Solnado, que tinha hora e dia para atacar.
Seremos interventivos, incisivos e acima de tudo provaremos com factos, tudo aquilo que trouxermos à colação. Seremos benevolentes para com os “fracos de espirito”, afinal são fracos por alguma razão, e implacáveis para com os manipuladores e mentirosos compulsivos.
Estão apresentadas as armas e dados os primeiros tiros de aviso.

Quem quer Ópera…

Duas jornadas decorridas para o FC Porto e muitas diferenças existem em comparação com o ano transacto, principalmente no que às exibições dizem respeito, mas, infelizmente, mantém-se os pontos comuns quanto aos factores arbitrais.
Dúvidas existiam na qualidade e principalmente, na consistência do jogo apresentado pelo FC Porto nos “jogos a doer”. Tudo porque na opinião de doutos analistas, habituados a ver jogos no sofá encarnado, os adversários da pré-época eram fracos, não se podendo medir por isso a capacidade da equipa do Dragão.

Com dois “jogos a doer”, duas conclusões são tiradas. No primeiro jogo, Estoril, quatro golos sem resposta, outros tantos por marcar (só Aboubakar falhou três de baliza aberta), três golos anulados e uma grande penalidade por assinalar (murro na face de Moreira a Marcano), tudo isto aliado a um futebol asfixiante, com qualidade individual e colectiva e com uma inequívoca demonstração de classe, força e raça.

O segundo jogo obrigou a equipa a enfrentar o esquema habitual de equipas a jogar à Neca, jogar ao ataque fechadinhos lá atrás. Exibição menos conseguida do ponto de vista artístico, mas alicerçada na entrega, na capacidade de sacrifício, na luta e no suor. Afinal os campeonatos ganham-se nestes jogos e o ano passado dos dezassete jogos fora só oito foram ganhos.
José Maria Pedroto dizia após estes jogos, ganhos na raça e entrega que, quem “quer ópera vai ao S. Carlos” e, a verdade é que os três pontos foram conquistados, apesar das Variações de análise nos lances de arbitragem.
Depois da jornada completa a este assunto voltaremos.

Dois items para fechar, dar os Parabéns à Inês Henriques pela medalha de ouro nos 50 kms marcha dos mundiais de atletismo e a sorte que teve em ter ganho ontem, pois assim teve direito à capa completa dos jornais lisboetas. Fosse hoje um dia normal para os pasquins da capital e lá teria a Inês o direito a uma “orelha” nos jornais.

O segundo item vai inteirinho para o “banho” da W52/FC Porto na Volta a Portugal, com uma vitória concludente no dia de hoje na cidade da Guarda. Primeiro e segundo lugares na etapa, que salvo qualquer catástrofe se vão consolidar como os dois primeiros na Geral Individual, vítória na classificação por equipas, vitória na classificação por pontos e vitória na montanha. Mais houvera…

Acácio Mesquita

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